quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Curiosidades - Áustria: De um grande império... Ao brilho apagado {E por sua culpa}

Áustria: De um grande império... Ao brilho apagado {E por sua culpa}.

Ontem fiz um artigo sobre o Império Mongol, e em dado momento ao falar da Mongólia depois de seu poderoso império, citei a Áustria, que em certa medida teve uma história parecida com a Mongólia, após seu período imperial. E hoje me veio a ideia de fazer um artigo só sobre a Áustria, seu surgimento e como se deu seu período glorioso e depois do seu período imperial.

O Começo

A Áustria, pra quem não sabe é digamos que uma "extensão" da Alemanha, ou seja, o povo austríaco também são alemães e falam alemães. E a história da Áustria começa ainda na idade média, quando a Áustria ainda era o Ducado da Áustria, e nesse período começou o reinado da famosa Dinastia Habsburgo, que reinou sobre o país por muitos séculos e teve membros muitos conhecidos na história, como a imperatriz do Brasil, Dona Leopoldina, o imperador do Brasil, Dom Pedro II, o imperador da Áustria, Francisco José I, o também imperador da Áustria e depois beato, Carlos I, entre vários outros.

Passou-se muito tempo e no século XVIII o Império Habsburgo cresceu muito e foi nesse século que o Império Habsburgo começou a ter uma grande influência no mundo. E nesse período existia ainda também o Sacro Império Romano Germânico, que era praticamente o um Império Alemão mais antigo, tanto que é considerado o Primeiro Reich Alemão {O Segundo Reich foi o período da Alemanha entre 1871 a 1918 e o Terceiro Reich foi o período entre 1933 a 1945}.

Até que no início do século XIX e o começo das Guerras Napoleônicas, o Sacro Império Romano Germânico estava prestes a ruir, e seu imperador Francisco I elevou então agora Arquiducado da Áustria a um império em 1804. E o Arquiducado da Áustria se tornou então o Império Austríaco, e Francisco I se tornou imperador de dois império ao mesmo tempo, até que em 1806, por pressão de Napoleão Bonaparte, o Sacro Império Romano Germânico chegou ao fim.

E a partir do início do século XIX, o Império Austríaco começou a ter uma relativa importância e influência no cenário internacional, sendo o local escolhido para o famoso Congresso de Viena em 1815, uma reunião que redefiniu o mapa da Europa e teve uma certa influência na América. A Áustria também teve uma grande participação na luta pela derrota de Napoleão Bonaparte.

Relação com o Brasil

As relações do Império Austríaco com o Brasil começou em 1817 com o casamento da princesa austríaca Leopoldina com o então príncipe Dom Pedro I. O casamento também serviu para uma aliança entre o Reino de Portugal e o Império Austríaco, e anos depois, em 1822 o Brasil se tornou independente e a independência teve uma participação fundamental da agora imperatriz Dona Leopoldina, e alguns anos depois, em 1825 o casal imperial teve seu filho Dom Pedro II, herdeiro do trono brasileiro e que se tornou imperador do Brasil em 1840.

Anos posteriores

Durante todo o século XIX, o Império Austríaco teve uma relevância participação no cenário internacional, até que em 1867 em meio ao protesto dos húngaros, que eram a segunda maioria e detinha a maior parte do território do império, foi resolvido que os húngaros teriam uma maior participação no governo, e então o nome do país foi alterado para Império Austro-Húngaro. Na verdade o nome oficial do país era: Terras representadas no conselho imperial e da coroa de Santo Estevão. E seu nome fantasia era simplesmente Áustria-Hungria, permanecendo assim até sua queda em 1918. O o imperador passou a ter o título de Imperador da Áustria e Rei da Hungria. Além disso nesse período teve a famosa imperatriz Sissi, que segundo um livro que eu li em 2016, chamado Paixões, ela embora era Imperatriz da Áustria e  Rainha da Hungria, tinha mais preferência pela Hungria e seus costumes, pois a corte austríaca tinha muitas regras e etiquetas. A imperatriz Sissi infelizmente foi assassinada em 1898 com um punhal no coração ao ser atacada por um anarquista italiano.

Desenvolvimento e economia

O agora Império Austro-Húngaro, como também ficou mais conhecido era um país com um bom desenvolvimento econômico, com muitas indústrias além de ser uma potência regional também. Chegou a ter uma população de 52 milhões de habitantes em 1910 e uma área territorial de 677 mil km2. O império também era multi-étnico, geralmente uma característica de todo império. Os povos que habitavam o império eram: Alemães {Austríacos}, Húngaros, Tchecos, Eslovacos, Italianos, Poloneses, Romenos, entre outros.

A Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial começou quando um rapaz pertencente a uma seita secreta chamada Mão Negra de origem sérvia, assassinou o herdeiro do trono austríaco na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia, uma província que a Áustria havia anexado alguns anos antes, e que os membros da Mão Negra queria que fizesse parte da Sérvia. E além disso a Sérvia era uma inimiga mortal da Áustria, e quando souberam que tudo isso tinha também envolvimento da Sérvia de forma direta ou indireta, a Áustria então declarou guerra Sérvia em 28 de julho de 1914. A Rússia, aliada da Sérvia declarou guerra a Áustria, a Alemanha aliada da Áustria declarou guerra a Rússia e depois a França declarou guerra a Alemanha, e a partir daí começou a Primeira Guerra Mundial, com a entrada depois de outros países como a Inglaterra, a Turquia e outros.

Fim da guerra e desmembramento do império

Como muitos sabem, a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim em 1918, e o castigo foi pesado para o Império Austro-Húngaro, que teve seu território desmembrado em novos Estados independentes, além de perdeu territórios para outros Estados.

De todo o seu vasto território de 677 mil km2, restou apenas 89 mil k2, e de uma população de 52 milhões de habitantes, restaram apenas 6 milhões de habitantes. O país também perdeu sua monarquia e virou uma república, que inicialmente se chamava República da Áustria Alemã, e depois foi mudado apenas para República da Áustria, nome que se mantém até hoje.

Segunda Guerra Mundial

Em 1938 em meio as ambições imperiais nazistas, a Áustria foi anexada a Alemanha, conhecida também agora como Terceiro Reich {Terceiro Império - Em português}. A Áustria virou então uma província do Terceiro Reich entre os anos de 1938 até 1945, e os motivos são porque os austríacos são alemães também, e os nazistas queriam unir todos os alemães que moravam próximo da Alemanha, mas que não estavam sob a jurisdição alemã, como os austríacos, alguns alemães em territórios poloneses e em territórios tchecoslovacos. E também tem o fato de a Áustria ser a terra natal de alguns nazistas importantes, como o próprio Hitler, Artur Seys Inquart, entre outros.

E o que aconteceu com a família imperial austríaca?

Logo após o fim do Império Austro-Húngaro em 1918 e a consequente proclamação da República na Áustria e na Hungria, a família imperial foi morar em Portugal, na Ilha da Madeira, mas infelizmente em 1922 o último imperador, Carlos I faleceu vítima de tuberculoso aos 35 anos de idade, deixando sua viúva, a imperatriz Zita de Parma e oito filhos.

Depois da Segunda Guerra Mundial, Zita de Parma ajudou nos esforços para a reconstrução da Áustria e da Hungria, que foram prejudicadas pela guerra. Ela nunca mais se casou, vindo a falecer em 1989, aos 97 anos de idade. Seu filho, Otto von Habsburgo que era herdeiro do trono imperial austríaco veio a falecer em 2011 aos 99 anos de idade. E um fato curioso é que se a monarquia austríaca não tivesse chegado ao fim, Otto von Habsburgo iria assumir o trono em 1922, e com sua morte seu reinado teria durado 89 anos, o que seria o reinado mais longo da história.

Áustria nos dias de hoje

Hoje em dia a Áustria embora não tenha mais aquela relevância no cenário internacional e nem mesmo é uma potência regional, ela é sim um país bem desenvolvido, com uma ótima qualidade de vida, com sua bela capital Viena sendo ainda um dos principais pontos turísticos da Europa, além também do país ter deixado um bom legado cultural para o mundo. Hoje a Áustria tem também uma área de 89 mil k2, como falei antes, e uma população de 9 milhões de habitantes. Ela situa-se no coração da Europa e faz fronteira com vários países, como a Alemanha, Itália, Suíça, Hungria, República Tcheca e Eslovênia.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Curiosidades - O que foi o Império Mongol?

Curiosidades - O que foi o Império Mongol?

Império Mongol? Pouca gente já ouviu falar deste império, mas acredita: Ele foi o maior império em área contínua da história da humanidade. E há quem fala que foi o Império Romano, hahaha. O Império Romano foi muito provavelmente o império mais importante da história, pois ele influenciou o mundo culturalmente até os dias de hoje, mas em questões territoriais o Império Romano até que não era pequeno não. Ele era bem grandinho, e tinha 6 milhões de km2, tanto que se ele ainda existisse, ele seria o sétimo maior país do mundo em área territorial {E vale lembrar que existem 195 países no mundo}, o Império Romano ainda assim estaria entre os 10 maiores.

Mas voltando a falar do Império Mongol {Não confundir com o Império Mogol, pois esse foi fundado bem depois, e era centralizado na Índia}, o Império Mongol foi fundado em 1206 pelo temido Genghis Khan um guerreiro mongol que uniu vários clãs da atual Mongólia e fundou esse império. Com o passar do tempo Genghis Khan foi conquistando tudo quanto é território: Ele conquistou a China, a Coréia, depois se voltou para o ocidente e conquistou o Cazaquistão, Uzbequistão, Afeganistão, Iraque, Irã, Síria, Hungria, um pedação da Rússia e mais uma porrada de territórios.

O Império Mongol chegou a ter em 1279 incríveis 24 milhões de km2. Só pra se ter uma ideia é quase 3 vezes o tamanho do Brasil, e olha que o Brasil é grande em. E todo esse território é em área contínua mesmo, ou seja... Era um território todo unificado, bem diferente do Império Britânico, que figura como o maior império da história, porém ele era descontínuo, ele era composto por vários territórios um longe do outro, como a Inglaterra, o Canadá, a Índia, a Austrália, entre vários outros.

O único império que chegou bem pertinho do Império Mongol em área territorial contínua foi o Império Russo, fundado em 1721 e extinto em 1917, e que chegou a ter 23 milhões de km2. E embora sendo gigante, a população do Império Mongol era nômade, e o império não era centralizado nos moldes atuais, e devido a isso ele chegou ao fim em 1368, quando ele se quebrou em quatro impérios menores, conhecidos também como canatos, como o Canato de Cazã, Canato da Orda Dourada, Canato de Astracã e Canato de Moscóvia. E também é claro.... Da China, que conseguiu se libertar do domínio mongol e se tornou um império independente novamente, caindo a Dinastia Yuan e em seu lugar entrando a Dinastia Ming em 1368, tendo esta dinastia comandado o Império Chinês até 1644, quando foi derrubada pela Dinastia Qing, a última dinastia imperial a comandar o Império Chinês até 1912, quando esta dinastia junto com o império foram derrubados pela Revolução de Xinhai e fundada a República da China.

Mas voltando ao Império Mongol, o seu fundador, Genghis Khan faleceu em 1227 aos 65 anos de idade, e até hoje não sabe onde ele foi enterrado, e estima-se também que ele possui um grande número de descendentes na Ásia, devido a enorme quantidade de mulheres com quem ele se relacionou. Se não me engano vi uma vez que cerca de 3% das pessoas da Ásia são descendentes dele, agora só não sei se é verdade. Mesmo tendo sendo muito grande e sua população nômade, ainda assim o Império Mongol durou bastante tempo, um total de mais de 160 anos.

E como foi o destino da Mongólia depois?

Pois então... A Mongólia hoje é tão quietinha, quase não dá as caras no cenário internacional, nem parece que foi o maior império contínuo da história. E sua história lembra também um pouco da Áustria, que hoje tão quietinha na sua nem parece a pujante Áustria imperial que ajudou a derrotar Napoleão Bonaparte em 1815, ajudou a redefinir os contornos da Europa naquele mesmo ano, e sendo uma das potências hegemônicas do mundo naquela época, e durante um bom tempo até ser apagada do cenário hegemônico internacional após sua derrota na Primeira Guerra Mundial, guerra esta que ela mesmo que começou {Muitos pensam que foi a Alemanha, mas não foi ela não... Foi a Áustria, quando invadiu a Sérvia e desencadeou a guerra posteriormente}. E de um vasto império de 677 mil km2 e uma população de 52 milhões de habitantes, a Áustria foi reduzida a uma pequena república de 89 mil km2 e 6 milhões de habitantes, e apagada do cenário internacional, e que chegou a ser anexada pela Alemanha em 1938, mas recuperou sua independência em 1945, e permanecendo assim até os dias atuais, exceto pela população que hoje provavelmente é maior.

Com a Mongólia aconteceu bem parecido. De um vasto império entre os anos de 1206 a 1368, ela se desintegrou, teve seu território reduzido e pasmem... Assim como a Áustria foi incorporada por outro país, a Mongólia também, só  que ela foi incorporada a China, durante o período da Dinastia Qing, ali por volta do século XVIII, sendo denominada durante a dominação chinesa de Mongólia Exterior.

Muito tempo depois, após a queda da monarquia chinesa e proclamação da República, a Mongólia se tornou independente da China e pouco tempo depois em 1921 teve a infelicidade de cair nas garras do comunismo, sendo o segundo país comunista da história {O primeiro foi a Rússia}. E durante todo o período posterior a Mongólia foi um país relativamente neutro, calmo e pacífico, exceto que em 1939 ouve um pequeno conflito entre os soviéticos e japoneses na Mongólia, conhecido como Batalha de Kalkin Gol. Mas após esse episódio, a Mongólia continuou se mantendo um país tranquilo, até os dias de hoje. E assim como a maioria dos países comunistas, no início dos anos 90 a Mongólia também deixou de ser comunista e hoje é um país tranquilo. Sua população é de 3 milhões de habitantes e sua área territorial é de 1,5 milhões de km2, sendo um país pouco povoado. Ele faz fronteira com a China e a Rússia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Curiosidades - Porque a China se chama "China"?

Porque a China se chama "China"?

Bem... Ontem fiz um artigo contando sobre a proclamação da República na China, já que ontem era o dia que marcava esse acontecimento naquele país, me veio também na cabeça a ideia de falar um pouco sobre o porque a China se chama "China".

Bem... Pode parecer um tanto quanto estranho, mas o nome da China na língua chinesa e para s chineses transliteração para o português é Zonguá. Não me lembro o significado, e se não me engano o significado desse nome é Império do Meio. Pois existe uma parada na geografia referente ao nome dos países na comunidade internacional e o nome local desses países. Ou seja, como esses países se autodenominam dentro de seus territórios e de acordo com seus idiomas. Por exemplo: A Índia é chamada de Índia na comunidade internacional, mas internamente em sua língua e para o seu povo, ela é chamada de Bharat. Bem diferente né?

Agora quanto ao nome "China", o porque esse país tem esse nome é devido a Dinastia Qin, a primeira dinastia imperial do país, que reinou sobre a China entre os anos de 220 A.C. até 206 A.C. Durante um bom tempo a civilização chinesa foi se desenvolvendo a ponto de um dado momento a região ser composta por vários reinos. Eram sete reinos no total, que eram conhecidos como Reinos Combatentes, pois se não me engano eles brigavam entre si.

Até que em 220 A.C. um líder chamado Shi Huangdi, unificou todos esses reinos formando um Império, o Império Chinês, e assim ele se tornou o primeiro imperador da China. E a dinastia que ele fundou e que passou a comandar esse império era a Dinastia Qin, que era mais conhecida internacionalmente como Dinastia Chin {Com C e H}. E a medida que o tempo passou o país começou a ser chamado pelo nome dessa dinastia, que com o tempo foi virando China. E mesmo séculos depois com várias dinastias comandando o Império Chinês, o país continuou sendo chamado internacionalmente de China, embora em períodos como no período da Dinastia Qing, o país as vezes era chamado horas por Império Qing, Império do Grande Qing ou simplesmente Qing.

O tempo passou a Dinastia Qing, a última dinastia imperial do país caiu em 1912, veio a República e até os dias atuais o país é chamado de China, e seus líderes nunca pediram para a comunidade internacional chamar o país de Zonguá, como aconteceu com o Irã, pois durante muito tempo o Irã era chamado de Pérsia pela comunidade internacional, até que em 1935 o imperador Xá Reza Pahlavi pediu a comunidade internacional que chamassem o país de Irã, que era o nome com o qual o país era chamado internamente pelos iranianos. E embora em 1959 o seu filho, Mohammed Pahlavi disse que tanto Pérsia quanto Irã podem ser usados para se referirem ao país, já era tarde demais, pois a comunidade internacional adotou mesmo o nome Irã, até os dias atuais.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Hoje na História - Derrubado o Império Chinês e proclamada a República da China

Hoje na História - Derrubado o Império Chinês e proclamada a República na China.
A Revolução de Xinhai começou n final de 1911 e em fevereiro de 1912 consegue derrubar o Império e proclamar a República.

Hoje é um dia que muitos chineses devem se lembrar, ainda mais aqueles que estudaram história, sejam eles chineses ou qualquer outra pessoa de qualquer outro país. Pois há exatos cento e onze anos era derrubado o Império Chinês e proclamada a República na China.

Pra quem não sabe, durante os dois mil anos de monarquia chinesa, o país foi comandado por várias dinastias, e a cada dinastia que chegava ao poder, o nome do país era mudado. As duas últimas dinastias a comandar o país realizou grandes feitos e foram responsáveis pela China moderna de hoje.

Dentre as duas últimas dinastias, que foram importantes, a primeira delas foi a Dinastia Ming, fundada em 1368, ano em que a China se separou do Império Mongol, e também ano em que o Império Mongol chegou ao fim. A Dinastia Ming foi responsável pela construção da Cidade Proibida que era a sede de todo o império, foi responsável por outras grandes realizações, como a marinha, entre outros. Mas em 1644, a Dinastia Ming caiu em face da Dinastia Qing, a última a comandar a China nesse período.

Depois veio a Dinastia Qing, que passou a comandar a China a partir de 1644, e durante o período desta dinastia, o nome do país foi alterado para Grande Qing, ou Da Qing {Língua original chinesa}. Antes, sob o comando da Dinastia Ming, o nome do império era Da Ming. Porém internacionalmente o nome oficial do país ficou conhecido como Império Qing, Império do Grande Qing, ou simplesmente Império Chinês, outro termo que pode se referir a todo o período de dois mil anos de monarquia imperial naquele país.

E um fato curioso é que os imperadores da Dinastia Qing eram da etnia manchu, uma etnia originária do nordeste da China, a Manchúria. Enquanto que os imperadores da Dinastia Ming eram da etnia han, que são composto por 94% da população da China. E embora os imperadores da Dinastia Qing eram manchu, eles souberam se integrar a China como um todo mantiveram a mesma estrutura administrativa da dinastia anterior, tendo mantido por exemplo a Cidade Proibida como sede do império, entre outras características.

Além do mais foi durante o período da Dinastia Qing que a China teve seus momentos de altos e baixos. Primeiro foi altos, onde o país consolidou o tamanho grande de seu território hoje. Pois durante a Dinastia Qing o território da China aumentou bastante, chegando o país a ter cerca de 13,7 milhões de km2 {Hoje ela tem 9,5 milhões de km2}. Países como Mongólia e Taiwam fizeram parte da China nesse período, e regiões como Manchúria Exterior {Hoje pertencente a Rússia} e outras pequenas regiões também fizeram parte do país, além também de manter a Coréia {Que na época era um Coréia só} como seu vassalo, entre outros reinos asiáticos. O país também exportava muita coisa e mantinha sua balança comercial favorável, mas...

A partir da década de 1790, durante o reinado do imperador Jiaqing, os ingleses em meio a Revolução Industrial, onde estavam se tornando a próxima potência dominante a partir do próximo século queriam a todo custo vender seus produtos a China, mas nenhum chamava a atenção dos chineses. Até que por fim nesta época ainda os ingleses começaram a vender ópio na China que era uma droga, e como toda droga ele é viciante.

A partir daí caixas em cima de caixas de ópio começaram a ser vendidas na China. A droga eram cultivada nos férteis territórios tropicais da Índia, então colônia inglesa, e de lá despachados para a China através de seus portos. E ano após ano o comércio de ópio foi crescendo no país, ao ponto de já na década de 1830, já no reinado do imperador Daguang ser um problema social no país. O imperador chegou a escrever uma carta para a rainha Vitória, rainha da Inglaterra até então em fins daquela década. Mas não teve jeito.

Foi então que em dado momento as autoridades chinesas proibiram a venda de ópio no país. Os comerciantes inglese reclamaram com o governo de vosso país, e o então primeiro ministro Lord Palmerston declarou guerra a China e ordenou um frota até o litoral do país. Começava aí a Guerra do Ópio, que durou entre 1839 a 1842 e terminou com a derrota humilhante da China, que teve que pagar uma indenização de guerra a Inglaterra, ter cinco portos abertos ao comércio exterior, ceder Hong Kong aos ingleses e não punir cidadãos ingleses que cometessem crimes em território chinês. Começava aí a decadência da China e a agonia da Dinastia Qing que se arrastara por décadas. Esse período que durou até o início do século XX é conhecido pelos chineses como O Século da humilhação.

Depois veio a Revolta Taiping, que durou por 14 anos e deixou milhões de mortos, a Segunda Guerra do Ópio, e desta vez a China teve que enfrentar a França e Inglaterra. A perda da Manchúria Exterior para a Rússia em 1858, a derrota humilhante para o Japão em 1894, e a trágica Revolta dos Boxers em 1900. Nesta época o país até tentou uma modernização e adotou até uma bandeira oficial, brasão de armas e hino nacional, porém outras modernizações importantes foram brecadas pela corrupção no governo. Nesta época o país era comandado pelo imperador Guangxu, mas quem reinava de fato era sua tia a imperatriz Cixi.

Puyi o último imperador da China entre 1908 a 1912.
No início dos anos 1900 a situação estava feia na China com relação ao ópio, pois dos 400 milhões de habitantes do país, 40 milhões estavam viciados na droga, dos quais 15 milhões eram casos perdidos. Os anos se passaram, a decadência da Dinastia Qing era iminente, em 1908, a imperatriz Cixi e o imperador Guangxu faleceram. A imperatriz havia nomeado o pequeno Puyi de apenas 2 anos de idade para assumir o trono. O pequeno Puyi se tornou então o novo imperador, mas quem reinava na prática eram seus regentes. Mas...

Em fins de 1911 começou uma revolução no país, a Revolução de Xinhai que durou de outubro de 1911 e foi até fevereiro de 1912. Por fim em 13 de fevereiro de 1912 o Império Chinês é derrubado, a Dinastia Qing é destronada e é proclamada a República da China. E Sun Yat-Sen se torna o primeiro presidente do país.

A partir daí o país passa por uma modernização que inclui até mesmo a adoção do calendário cristão, que é esse calendário que nós usamos, e até a vestimenta do povo muda também. Os homens por exemplo abandonam aqueles vestidos e as enormes tranças, características da Dinastia Qing e passam a usar roupas ocidentais: Cabelos curtos, terno e chapéu. Ouvi dizer que durante a Dinastia Qing os homens eram proibidos de cortar as tranças. Não sei se é verdade, hahaha.

Mas embora proclamada a República o país permanece um caos, dominado internamente por senhores da guerra regionais. O último imperador é autorizado a continuar morando no palácio imperial {A Cidade Proibida}, até que nos anos 20 ele se refugia na embaixada do Japão, tendo permanecido ali até 1931, quando o Japão invade e ocupa a Manchúria, eles nomeiam o último imperador da China como o imperador do novo Estado que os japoneses fundaram na região: O Império de Manchukuo, que era um vassalo do Japão.

Sun Yat-Sen, o primeiro presidente da China em 1912.
Anos depois começa a Segunda Guerra Mundial, o Japão invade outras regiões da China, e com o fim da guerra em 1945 e a rendição do Japão, o último imperador, Puyi é capturado pelos soviéticos e entregue aos comunistas chineses. Paralelamente acontece no fim dos anos 40 uma guerra civil no país entre Comunistas e Nacionalistas. Os comunistas vencem a guerra e funda a atual República Popular da China em 1949 e em 1950 o então presidente da China, Mao Tse Tung autoriza o último imperador Puyi a morar no país, onde ele passa a trabalhar como jardineiro numa biblioteca de Pequim, a capital do país, vindo a falecer em 1967 e sem deixar filhos.


A China embora tenha se tornado comunista em 1949, em 1978 no governo de Deng Xiaoping, o país promove uma abertura econômica e adota um sistema de capitalismo de estado, onde também recebeu investimento de países estrangeiros, como os Estados Unidos e durante as próximas décadas passa por um grande período de crescimento econômico, onde nos anos 2000 aumenta consideravelmente seu poderio econômico.

Atualmente o país é o segundo país mais rico do mundo de acordo com o PIB {Produto Interno Bruto}, com um PIB de 13 trilhões de dólares {Dados de 2017} e uma renda per capita de 8 mil dólares {Dados de 2017}. Com relação a questões geográficas o país possui 9,5 milhões de km2, sendo o terceiro maior país do mundo, e uma população de 1,3 bilhões de habitantes {Dados de 2017}.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Porque muitas pessoas defendem coisas ou causas que nem elas praticam?

Porque muitas pessoas defendem coisas ou causas que nem elas acreditam?

Há uma coisa que acontece com muita gente e é difícil saber o real motivo do porque isso acontece. E estou falando do porque as pessoas defendem coisas ou causas que nem elas praticam! Como por exemplo esses dias atrás critiquei uma postagem no Facebook onde segundo o autor da postagem seria para exaltar a mulher. Até aí tudo bem, mas o problema é que a foto da postagem a mulher estava nua e segurando o filho nos braços em uma lagoa. E embora a foto não mostrava as partes  íntimas da mulher, ela estava nua e existem milhares de fotos lindas de mãe e filho que poderiam muito bem ilustrar a postagem. Mas é óbvio que a foto de nudez é pra chamar atenção, ter engajamento e a postagem ganhar curtidas. Era tudo isso o que o autor da postagem queria, o que mostra que no fim das contas ele não está nem um pouco se preocupando ou se importando com as mulheres.

Mas voltando ao assunto, eu critiquei a postagem pela foto bizarra de nudez e logo em seguida veio alguns defensores da libertinagem que nem eles praticam, me criticar, dizendo que "Todos nascem nus", que a "Nudez é linda". E respondi a altura todos eles, e um em especial respondi a ele dizendo: Que engraçado que todo mundo que defende a nudez na internet não andam pelados e nem praticam a nudez na vida real. Ele no maior cinismo disse que não anda nú por conta das leis. E respondi a ele dizendo que ele pode andar nu dentro de casa, já que ele defende isso, e falei que defender uma causa na internet que ele nem pratica seria hipocrisia. E pasmem.... Ele me respondeu dizendo que "todos nós temos um pouco de hipocrisia". Ali mesmo já percebi que tanto ele quanto muitos por aí costumam defender coisas ou causas que nem eles praticam. Mas o porque isso acontece? Vou explicar aqui o que leva a muitas pessoas a cometerem esse tipo de hipocrisia de acordo com cada tema, como o social, o religioso, o político e etc.

Social

O primeiros deles é o social, como por exemplo a "defesa" da nudez, onde muitos dizem defender a nudez, mas os mesmos guardiões da nudez não a praticam. E porque desse tipo de hipocrisia? Bem... Primeiramente isso é devido a uma resistência a normas, regras e disciplinas que muitas pessoas tem com isso aliado ao ranço do conservadorismo. E embora elas não praticam as causas que elas mesmo defendem, só o fato de haver uma certa resistência moral ou social a essas causas que elas defendem, isso causa uma espécie de terroro, repúdio ou qualquer aversão nessas pessoas que defendem causas que nem elas praticam, como a nudez, drogas, libertinagem, entre outros comportamentos.

Religioso

Esse é o clássico, que todo mundo conhece, que é o daquele religioso que defende uma causa que nem ele pratica, como o moralismo, onde ele defende com unhas e dentes, mas as escondidas ele faz coisas que até o diabo duvida. Mas o porque existem religiosos que defendem algo que nem eles praticam? Bem os motivos são alguns que são:

Esconder seu desvio de caráter

Eu sei que parece lindo o criminoso que se converter, mas infelizmente grande parte das pessoas com desvio de caráter estão se escondendo atrás da religião apenas para mascarar seus desvio de caráter. Então pra ela não tem problema nenhum em cometer seus atos contraditórios as escondidas.

Tentar esconder seus desejos

Há também aquelas pessoas religiosas que embora não sejam criminosos elas querem através da religião esconder seus desejos, sejam eles homossexuais {Lembrando gente não tenho nada contra homossexuais, apenas estou citando a realidade, que há muitos homossexuais escondidos dentro da igreja por não aceitarem sua condição, e infelizmente muitos são homofóbicos}, também seus desejos promíscuos, libertinos, entre outros. E esse tipo de pessoa é a maioria dentro das igrejas, comparado aquelas que tem desvio de caráter.

Se enfiar dentro da igreja porque se decepcionou com o "mundão"

Sim, esse é o segundo maior grupo de pessoas que entram dentro da igreja e pagam de "moralistas". Esse é um dos tipos mais comuns de pessoas, que são aquelas que geralmente tiveram uma vida cheia de erros {Todo mundo erra, é normal}, entre outros tipos de comportamentos extremos, e que dado uma certa idade se lamentam por não ter conseguido se "dar bem" no mundão e se enfiam dentro da igreja e pagam de moralistas, mas no fundo no fundo o que esse tipo de pessoa queria era as coisas boas do mundão. Eu conheci uma senhora de uma igreja bem rígida no final de 2020, onde ela me disse que na juventude fugiu da região onde morava, fumava, bebia e depois de anos no "mundão" se converteu aos cinquenta e tantos anos. Certo dia fomos ao culto, eu ela e a filha dela e dado momento paramos no supermercado para comprar um refrigerante. A filha dela desceu e ficamos eu e ela no carro dela, que era um carro simples. Do nosso lado tinha um carro de luxo, e ela mostrou pra mim o carro luxuoso e falou: "Olha Keven, que carrão em... Há mais esse meu carro aqui também me leva nos mesmos lugares que esse carrão me levaria também". E hoje ela tenta viver uma vida de ascetismo, mas não perdeu tempo em voltar para sua região de origem em busca de uma herança de terras que recebeu, além também de ter me bloqueado do Facebook depois que eu tive dificuldades financeiras em minha loja. E depois de um ano ela apareceu {Pelo jeito a herança não saiu}, disse que foi na minha loja, manda mensagem pra mim perguntando como está minha loja. Respondi a ela dizendo que fechei minha loja, e pronto.... Nunca mais ela me respondeu, era isso que ela queria saber. E esse é um dos tipos mais comuns que tem de pessoas que se enfiam dentro de uma igreja, com doutrinas que talvez ou muitas vezes nem eles acreditam porque se decepcionou com o "mundão".

Político

Já na parte política é o mais comum que existe na face da terra. Que são pessoas que defendem causas políticas que nem elas seguem, acreditam ou fazem. Por exemplo: Há muitas pessoas que defendem o socialismo, mas querem ou tem um celular Iphone, um dos celulares mais caros que existem e ainda por cima um símbolo do capitalismo e ostentação. Nem eu que sou defensor do capitalismo e tenho condições de comprar um Iphone tenho vontade de comprar esse celular que faz praticamente quase todas as mesmas funções que outros celulares, pois valorizo meu dinheiro. Mas não é só em questões de celulares não. Há também muita gente que defende pautas de esquerda onde nem mesmo elas aceitariam se fossem praticadas na sociedade, onde elas mesmo seriam as vítimas. No campo político há também as questões raciais, onde por incrível que pareça a maioria dos defensores dos pretos e pardos são brancos. Um branco defender os pretos e pardos e ajudar no combate a racismo tudo bem, o problema é quando esse branco acha que todo preto e pardo tem que ser de esquerda, tem que fazer parte da "revolução". Um preto e um pardo de direita? Nem pensar para esses brancos {Que na maioria das vezes são brancos de esquerda}. Mas o branco pode transitar nos dois lados: O branco pode ser de direita e pode ser de esquerda, já um preto e um pardo? JAMAIS. O preto e o pardo tem que ser de esquerda.

Para um branco de esquerda acontece o seguinte: Se o branco for de direita, ok, afinal de contas é a posição "normal" do branco. Esse tipo de branco é apenas arrogante, racista, nazista, fascista, taxista e etc., para o branco de esquerda. Agora se o branco for de esquerda: Aí é lindo, é um ato de heroísmo, um branco renunciar sua "herança" social para lutar na causa dos "oprimidos".

Agoooora: Se um preto e um pardo for de esquerda: Ok, afinal de contas é a posição "normal" do preto e do pardo. Esse tipo de preto e pardo está apenas no seu lugar de fala, ele é um revolucionário, ele está numa posição correta, pois a esquerda ama todos eles. Agora se o preto e o pardo for de direita: Aí é uma das piores coisas da face da terra, aí ele é traidor, ele é capitão do mato, ele está renegando seu povo, sua raça, suas origens, pois ele é um rebelde sem causa.

Então são esses os motivos do porque muitas pessoas defendem coisas ou causas que nem mesmo eles praticam, fazem ou acreditam. No fim das contas é para lacrar, darem uma de justiceiros sociais ou para esconderem suas verdadeiras personalidades.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Colossos do Passado - Estados Unidos - Um gigante influente....

Colossos do Passado - Estados Unidos - Um gigante influente...

E pra encerrar a série Colossos do Passado, em seu último capítulo iremos falar dos Estados Unidos. Embora a série seria digamos que para falar dos países que foram potências dominantes no mundo desde os tempos antigos até digamos que pouco tempo atrás, achei interessante e importante falar dos Estados Unidos. Pois afinal de contas muita gente iria ficar se perguntando quem será a potência atual? E embora há quem diga que os Estados Unidos está perdendo esse posto para a China, os Estados Unidos ainda é a potência mundial. E lembrando que não estou puxando saco dos Estados Unidos, estou expondo apenas a realidade, e afinal de contas gosto e muito do Brasil e acho muito interessante que o Brasil seja neutro no cenário internacional, só gostaria apenas e creio que isso irá acontecer, que o Brasil seja um país super desenvolvido, com uma ótima infra estrutura, justiça de verdade e uma ótima qualidade de vida. Além do mais continuaremos a série.

Como tudo começou

A princípio a América foi descoberta em 12 de outubro de 1492, e logo em seguida começou a colonização, primeiramente no que é hoje a República Dominicana, o Haiti e depois Cuba e México. Nesse período e nos próximos anos, Espanha e Portugal dominam os mares, a França vendo isso resolve agir e partir para esta onda também e se dá bem, adquirindo grandes porções de terras na América do Norte, e depois não sei como, mas consegue arrendar o Haiti da Espanha.

A Inglaterra não querendo ficar para trás também entra na onda e inicia suas navegações, até que em 1607 inicia a colonização dos Estados Unidos, fundando nos próximos anos o que ficou conhecido como Treze Colônias {Semelhante as Capitanias Hereditárias no início da colonização do Brasil por Portugal}, que eram o território original dos Estados Unidos.

Os anos se passam e os Estados Unidos começa a receber diversos imigrantes ingleses, muitos deles fugindo de perseguições religiosas na Inglaterra, e talvez seja por isso que foi nos Estados Unidos onde se iniciou essa grande variedade de igrejas cristãs. Pois talvez seria uma maneira democrática de cada um ter sua fé e sua denominação de preferência.

Mas enfim os anos se passam e em meados de 1770 os Estados Unidos, que já tinha uma qualidade de vida melhor que na Inglaterra começa a exigir uma representação no parlamento inglês, o que é negado, e ainda por cima anos anos depois a Inglaterra começa a pensar em aumentar os impostos nos Estados Unidos, e isso causa revolta acontecendo a famosa Destruição de Caixas de Chá na cidade de Boston que era se não me engano de produção inglesa. Os ingleses não iriam deixar barato e provavelmente revidaram, até que em 4 de julho de 1776, os Estados Unidos declaram sua independência e a partir daí se inicia uma longa guerra de independência, onde os Estados Unidos teve ajuda da França {Uma histórica rival da Inglaterra}.

Em 1783 a Inglaterra reconhece oficialmente a independência dos Estados Unidos, e a partir daí os Estados Unidos começam a se organizar, criando sua constituição em 1787 e elegendo seu primeiro presidente, George Washington em 1789, que ficou no cargo até 1799 e iniciou a construção da famosa Casa Branca.

A partir do reconhecimento de sua independência até fins do século XVIII, os Estados Unidos procurou se organizar e já no início do século XIX, já um Estado organizado procurou se desenvolver. E em meio a decadência de potências históricas e regionais como o Império Otomano, França, Espanha e Rússia, os Estados Unidos começa a atrair uma importante gama de imigrantes, o que acabou também por ajudar em seu desenvolvimento e já em 1872 o PIB dos Estados Unidos ultrapassou o PIB da Inglaterra, considerada até então a potência dominante.

Embora rico, os Estados Unidos ainda não tinha influência e a situação começou a mudar quando após o fim da Primeira Guerra Mundial, concedeu empréstimos aos países europeus se reconstruíram após a guerra, além também de suas indústrias terem gerado muito lucro durante o conflito. E é tanto que os anos 20 foram um dos períodos de maiores prosperidades nos Estados Unidos, até que em 1929 veio a grande crise econômica conhecida também como Grande Depressão que prejudicou muitos países, inclusive os Estados Unidos.

Mas alguns anos depois o governo americano criou um plano conhecido como New Deal, onde procurou recuperar a economia do país criando postos de trabalho em obras públicas, acabando aos poucos com o desemprego e concedendo empréstimos para as empresas se recuperarem. O plano deu certo e no final dos anos 30 o país já estava nos trilhos de novo. Até que...

Veio a Segunda Guerra Mundial, e novamente os países europeus, que eram as potências da época estavam no fronte da guerra. Os Estados Unidos estava neutro até dezembro de 1941, e enquanto isso fornecia alimentos e talvez outros tipos de mercadorias aos países em guerra. Até que ao ter um de seus territórios invadidos pelo Japão em dezembro de 1941 entrou na guerra. E como o Japão já era uma potência militar, isso foi uma prova de fogo para os Estados Unidos garantir também a supremacia militar, pois se conseguir derrotar uma potência militar, consegue se sobressair sobre os demais países.

E foi isso o que aconteceu. Em setembro de 1945 consegue derrotar o Japão que era uma potência militar, e com as potências europeias devastadas pela guerra, os Estados Unidos emerge como a maior potência mundial, com seu grande poderio econômico e militar, além de desenvolver armas nucleares, bomba atômica, coisas que outros países ainda não tinham, e também conseguir recrutar muitos cientistas alemães.

Os Estados Unidos também concedeu empréstimos aos países europeus devastados pela guerra, o que gerou um caixa forte para o país, além também de investir no Japão e na então Alemanha Ocidental no pós guerra. Os anos se passaram e mesmo tendo a União Soviética em sua sombra de 1945 até 1991, a União Soviética se foi e os Estados Unidos se tornou absolutamente a única potência mundial até os dias de hoje. Agora resta saber quem será a próxima....

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Coluna Society - Influenciador se decepciona ao ter pedido de casamento vetado dentro de avião

Influenciador se decepciona ao ter pedido de casamento vetado em avião.

Embora o mundo é colorido, nem tudo é cores ou rosas, pois recentemente o famoso influenciador Lucas Estevam que tem 1 milhão de seguidores em suas redes sociais se decepcionou e chegou a chorar em um desabafo após ter seu pedido de casamento para seu marido negado dentro de um avião da companhia aérea Azul.

Tudo aconteceu quando Lucas, que havia pegado um voo dos Estados Unidos com destino a Campinas, interior de São Paulo, resolveu fazer um pedido de casamento para o seu amado dentro do avião. Porém os funcionários não autorizaram e ele muito decepcionado fez um vídeo desabafando e alegou que casais heteros fazem pedidos de casamento dentro de avião e ficou indignado por ele ter sido impedido, temendo que pode ser até mesmo um caso de homofobia por parte da empresa aérea.

A Azul Linhas Aéreas se pronunciou e disse que não compactua com nenhuma forma de preconceito. O influenciador acabou viralizando nas redes sociais devido ao acontecimento inusitado.

Mulher invade palco em Portugal e conquista o coração dos portugueses e brasileiros...

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