Alguns dias se passam, e mais um dia começa na fazenda. Cristian chega na fazenda como de costume para vender os deus doces e de longe vê Clara, e Clara quando o vê, seus olhos brilham, e eles ficam trocando olhares. Até que de repente, Cristian se aproxima de Clara, os dois se cumprimentam e combinam-se de irem dar uma volta na beira do rio para se conhecerem melhor. E por fim, passados meia hora, os dois se encontram na beira do rio. Eles então se abraçam e logo depois dão o primeiro beijo e aí se conhecem melhor.
Cristian pergunta:
- Clara, mas conte me sua história? Como foi a sua vida e como vósmicê veio parar aqui?
Clara então começa:
- Olha meu amor, eu nasci em 26 de outubro de 1841, aqui mesmo na cidade de Cristal dos Campos, eu sou órfã de pai e mãe, e fui criada pelos meus avós, mas infelizmente aos 10 anos de idade, meus avós faleceram e para não dividir a herança dos meus avós, meus primos me venderam como escrava, e desde então eu fui parar em várias fazendas. Até que com 18 anos eu fui parar na fazenda do conde Menezes, o segundo maior fazendeiro desta província.
O conde Menezes começou a se interessar por mim, até que em dado momento, a condessa Fátima percebeu, e ela passou a ficar com muitos ciúmes e começou a me maltratar. Ela chegava a me deixar o dia inteiro amarrada no tronco sem comida e sem água. Até que um dia, cansada de tantos maus tratos, eu consegui fugir da fazenda do conde Menezes.
E aí no meio do caminho fui capturada por traficantes de escravos, que me consideraram uma escrava valiosa, e de fato segundo os costumes, sou valiosa, pois sou jovem e tem a questão de que ainda me acham bonita. E nessa confusão toda fui comprara pela fazenda do conde Cláudio, que é o maior fazendeiro desta província, e que ouvi dizer que é rival do conde Menezes.
Cristian então diz:
- Nossa Clara, que história conturbada a sua.
Clara diz:
- Pois é Cristian, minha história daria um filme, hahaha. Mas conte-me sua história?
Cristian diz:
- Pois é minha princesa, sua história daria um filme, hehehe. Mas vou contar sim minha história.
- Pois então... Eu nasci em 26 de outubro de 1833 non interior da província do Paraná, e no início de 1842, vim para a cidade de Cristal dos Campos com minha família onde cá aqui estou até os dias de hoje. Tive uma infância bem pacata, morei em algumas outras cidades aqui desta mesma província, mas depois voltei a morar em Cristal dos Campos. Trabalhei em diversos comércios grandes na cidade, até que em 1857 comecei a vender doces nas ruas e em 1860 montei um comércio, mas devido a minha inexperiência, em 1862 tive que fechar minha loja e voltei a vender meus doces pelas ruas da cidade e de fazenda em fazenda. Além disso eu tenho um pequeno jornal onde publico também manifestos contra a escravidão e curso a faculdade de jornalismo, pois quero também ser um grande jornalista, além também de voltar a montar meu comércio, conseguir dinheiro e comprar sua liberdade, minha princesa, para nós nos casar e formar uma linda família.
Clara então diz:
- Nossa Cistian, muito interessante sua história e você me deixou mais ainda apaixonada por você depois que descobri que você luta contra a escravidão. Isso é um dos maiores males da nossa sociedade atual. É inadmissível um ser humano ser dono de outro ser humano. Mas mudar um pouco de assunto.
- Olha que linda aquela flor
Cristian diz:
- Nossa minha princesa, é linda aquela flor. Vou pega--la para vósmicê.
Enquanto isso na fazenda, o conde Cláudio pergunta sobre Clara:
-- Onde está aquela escrava?
O capataz Diogo diz:
- Sinhôzinho, ela foi em direção ao rio.
Conde Cláudio diz:
- Muito obrigado Diogo.
Caminhando em direção ao rio, o conde Cláudio chega no rio de surpresa surpreende Clara a abraçando por trás, e a mesma leva um susto e nesse momento Cristian volta com a flor e se depara com a cena.
Conde Cláudio diz:
- E aí minha escrava! Quer dizer que vósmicê veio apreciar esta bela natureza? Não sabia que vósmicê tinha um ótimo bom gosto. Vósmicê tem classe, bem que disse que no primeiro dia que te vi, que vósmicê pode ser a rainha desta fazenda.
Clara diz:
- Não sinhôzinho, eu apenas vim pegar um ar.
Cristian então aparece
- Cheguei minha princesa com sua flor....
Conde Cláudio ao ver Cristian e sem desconfiar que Clara e Cristian tem uma relação diz:
-- E aí confeiteiro? Vósmicê veio apreciar também esta bela natureza?
Cristian sem entender nada diz:
- Vim sim conde Cláudio, aqui é bonito demais.
Conde Cláudio abraçado com Clara diz:
- Sim, e mais bonito ainda é a minha Clara, né minha Clara?
Clara extremamente desconfortável e com voz trêmula diz:
- Sssim
Cristian magoado então resolve sair as pressas. E Clara logo desesperada tenta ir atrás:
- Cristian vem cá?
Conde Cláudio diz:
- Vósmicê quer o quê com o confeiteiro? Um docinho? Eu compro um monte de docinhos pra você minha bonequinha.
- Agora vamos, temos que voltar para a fazenda.
Meia hora depois, conde Cláudio e Clara aparecem na fazenda. Conde Cláudio vai resolver outros problemas na fazenda e deixa Clara sozinha com os demais escravos. Ao perceberem que Clara está chorando, as escravas Joana e Vitória se aproxima e Joana diz:
- O que foi minha amiga? O que aconteceu com vósmicê?
Clara diz:
- O Cristian amiga, acho que acabou entre nós dois.
Clara continua chorando, e Vitória então diz:
- E aí escrava assanhada, já não basta o sinhôzinho, agora vósmicê está se atirando no confeiteiro também?
- Vosmicê deveria levar umas chicotadas na periquita, pra vê se abaixa esse fogo, hahaha
Joana então diz:
- Cala a boca Vitória, como vósmicê é má, não tem coração? Sai daqui.
Vitória então sai de perto das duas e dando rizadas.
Joana diz:
- Se acalma amiga, me conta o que aconteceu?
No próximo capítulo: Clara conta a Joana o que aconteceu. E o conde Menezes sai nas matas e estradas com seus capangas procurando Clara....

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